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Álbum Brown de Chris Brown traz composição jamaicana e vínculos com o dancehall

Kingston
Álbum Brown de Chris Brown traz composição jamaicana e vínculos com o dancehall

James Essien (à direita) e Isaac ‘Blak London’ Brown. A estrela do R&B Chris Brown tem carinho pelo Caribe e por seu povo. Basta percorrer a lista de faixas do 12º álbum de estúdio dele, Brown, para ver uma colaboração marcante com o ícone do dancehall Vybz Kartel na faixa sensual ‘F#ck N Party’.

Pouca gente, porém, sabe que a faixa número 6, “Hate Me”, tem uma conexão jamaicana fascinante. A música, produzida por Alan Sampson e coescrita com o compositor britânico James Essien e Plested, mergulha em sons clássicos de R&B.

O brilhante James Essien é metade da Pick Pockets Music, criação de Essien e do executivo da indústria Isaac ‘Blak London’ Brown. Brown, de ascendência jamaicana, é ex-executivo de A&R na Empire Distribution. Ele descobriu James Essien e depois virou seu empresário.

“Escrevemos essa música há uns quatro anos e o Chris (Brown) só a pegou há seis meses, mas temos a versão original escrita e cantada. Nossa equipe de produção e de compositores está em outro nível; estamos fazendo tudo agora. O Essien é um dos maiores compositores do momento; eu o gerencio sob o guarda-chuva inteiro da Blak Friday Management”, disse Blak London.

Blak London teve papel central no desenvolvimento de Essien como hitmaker no Reino Unido, inclusive com contrato de publicação na Funfair/Kobalt. Essien garantiu três cortes, incluindo o megahit SWIM, no novo álbum do grupo global de K-pop BTS.

Em março, SWIM disparou direto para o topo da Billboard Hot 100, enquanto o quinto álbum de estúdio do grupo, ARIRANG, coroou os ídolos do K-pop como o primeiro ato sul-coreano a estrear em nº 1 na Billboard Hot 100 e na Billboard 200 na mesma semana.

Essien tem créditos de coautoria no single de retorno Swim, além de faixas adicionais intituladas Alien e Please. Entre conquistas notáveis estão coescrever o single principal Here do álbum nº 1 de Tom Grennan, What Ifs & Maybes, e compor também para Clean Bandit, Mahalia e James Blunt.

Quando Blak London era A&R na Empire Music, ele sempre tentava fazer “algo jamaicano, porque os pais dele eram da yard”. Os avós vêm de cidades como Kingston, Savanna-la-mar (Westmoreland) e a paróquia de St. Elizabeth.

“Minha mãe nasceu no Kingston Jubilee (hospital), então muita gente da minha família está entre Maverley, Red Hills e Rema; sou jamaicano de coração”, disse ele, com orgulho.

Blak London reforçou o amor pela cena jamaicana ao assinar também a emergente sensação das redes sociais e artista de dancehall Monifa Goss, da Jamaica, sob a Blak Friday Management (BFM). Essien também está na BFM.

“Quando assinei a Monifa há cinco anos na Empire, a Monifa já trabalhava com ele naquela época, mas não saiu muita coisa porque a Monifa estava em ascensão e o James ainda não tinha estourado. Mas o Essien está arrasando, então é hora de trazer a Monifa de volta ao Caribe, virar o som inteiro e dar a eles um som mundial”, disse Blak London.

Blak London e James Essien são a maior exportação do Reino Unido em composição para o palco internacional neste momento.

Ele explicou a conexão especial de Chris Brown com a Jamaica.

“O Chris Brown acha que é yard man; dá para ouvir como ele fala o patois jamaicano como um yawdie. Quando você o conhece, ele é tão humilde, só fica ali, relaxando e curtindo com todo mundo”, brincou Blak London.

VÍNCULOS JAMAICANOS DE CHRIS BROWN

Chris Brown tem um grande histórico de trabalhar com músicos e artistas jamaicanos.

Em 2009, Brown se uniu a Sean Paul na música ‘Brown Skin Girl’, que está no álbum Graffiti de Brown.

Brown manteve essa linha com o álbum 11:11, de 2023, que trouxe a colaboração mashup Afrobeats-dancehall Nightmares com Byron Messia, nascido na Jamaica. A música chegou à posição nº 73 na parada UK Singles e ao nº 22 na parada R&B Songs da Billboard.

Brown colaborou de forma destacada com o artista de dancehall Konshens num remix do hit ‘Bruk Off Yuh Back’ e também com ‘Feel the Steam’, de Elephant Man, para o álbum indicado ao Grammy de 2008, ‘Let’s Get Physical’.

LETRA DE “HATE ME”

Pode me odiar
Mas eu ainda estarei aqui quando precisar de mim
Se isso te faz sentir melhor, então me quebre
Serei quem ficará em pedaços

Se quiser me ver num caixão
Provavelmente é o que mereço
Tudo que eu quis foi o melhor pra você
Só não achei as palavras
Então estarei aqui para suportar a dor
E você pode me retratar do mesmo jeito
Se é isso que for preciso para você se amar de novo

Pode me odiar
Mas eu ainda estarei aqui quando precisar de mim
Se isso te faz sentir melhor, então me quebre
Serei quem ficará em pedaços
Se é isso que for preciso

Vou pegar todas as minhas coisas
Jogá-las nas chamas
Só desabafa
A merda que você tem a dizer
Eu admito, era diferente
Éramos só crianças, quem estamos enganando?
Manda me derrubar se é isso que for preciso

Pode me odiar (Odeio)
Mas eu ainda estarei aqui quando precisar de mim (Precisa de mim, yeah, yeah)
Se isso te faz sentir melhor, então me quebre (Quebra)
Serei quem ficará em pedaços (Ficando em pedaços, oh)
Se é isso que for preciso (Yeah)

Se é isso que for preciso (Hmm)
Se é isso que for preciso (Ooh, ah, oh)
Se é isso que for preciso (Yeah)
Se é isso que for preciso
Se é isso que for preciso (Hey)
Garota, pode me odiar (Se é isso que for preciso)

Me odeie
Mas eu ainda estarei aqui quando precisar de mim
Se isso te faz sentir melhor, então me quebre
Serei quem ficará em pedaços
Ah, se é isso que for preciso

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