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PBC Jamaica (Video)

Estudo sobre gastos com crianças na Jamaica assinala lacuna de transparência orçamental enquanto autoridades e UNICEF defendem rastreio mais rigoroso

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Em 14 de maio de 2026, investigadores, responsáveis do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Ministério da Educação, Juventude e Informação da Jamaica apresentaram conclusões segundo as quais o dinheiro público para as crianças é considerável mas difícil de seguir nas contas oficiais, fragilizando a ligação entre o gasto e ganhos mensuráveis para os jovens.

Um representante do Ministério da Educação, citado na sessão como Dr. Carr, disse que programas nos primeiros anos, como estimulação e trabalho dos “brain builders”, integram uma cadeia mais ampla de apoio parental, intervenção precoce e apoio clínico. O ministério afirmou que continuará a colaborar com a UNICEF, a CAPRI, o ministério da saúde, o ministério do trabalho e da segurança social e outros parceiros para reforçar o apoio desde o nascimento.

O mesmo dirigente admitiu dificuldade em ver alguns programas nos orçamentos publicados porque o dinheiro está agrupado por rubricas administrativas e não pelas crianças como beneficiárias — o que não implica necessariamente que os serviços estejam parados mas limita a clareza. O ministério listou três medidas de continuidade: tornar mais legível a divulgação focada nas crianças dentro da dotação da educação; publicar dados mais robustos de produtos e resultados para educação especial, primeira infância, refeições escolares e recuperação das aprendizagens; e alinhar-se com o ministério das finanças, o Instituto de Planeamento da Jamaica, a UNICEF e aliados para melhorar o rastreio das despesas centradas na criança em todo o Governo.

A investigadora principal da CAPRI, tratada pela plateia como Dr.ª Thorburn, disse à audiência que esperava provas de subfinanciamento mas verificou, em vez disso, que a Jamaica já compromete mais fundos do que julgara, mantendo-se ainda atrasada a contabilização transparente. Relacionou o trabalho da CAPRI sobre a criança a uma análise de situação de 2018 da UNICEF e disse que a sua equipa conseguiria alinhar prova orçamental para catorze compromissos do Governo; quatro foram integralmente cumpridos, partilhando metas numéricas claras, linhas consignadas e mecanismos de prestação de contas. Deu como exemplo de promessa coberta pela prova as instalações de rampas que melhoraram o acesso escolar a crianças com necessidades especiais.

A maioria dos compromissos foi apenas parcialmente cumprida, outros falharam por completo, e o financiamento do acolhimento familiar (**foster care**) preocupou-a: as dotações reais desceram acentuadamente do período 2017–2018 até 2024–2026 apesar de uma mudança de política no sentido de cuidados baseados na família. Referiu evidência nacional de que uma colocação em família de acolhimento custa muito menos do que um lar residencial para crianças.

Andre Miller, da UNICEF, qualificou o orçamento como declaração das prioridades nacionais, argumentou que as crianças raramente fazem lobbying por si e defendeu “etiquetar” (**tagging**) as dotações com códigos ligados a medidas de privação — contagens de vacinação, alcance rural, repartições por sexo e incapacidade — para os planificadores avaliarem cobertura e adequação. Recordou uma revisão de gasto público do Banco Mundial com ~5% do produto interno bruto em educação, forte na região, mas investimento fino na primeira infância face aos retornos, e apontou as transferências monetárias PATH, as refeições escolares e o acesso hospitalar pediátrico gratuito como modelos em que o dinheiro chega às crianças.

A Dr.ª Thorburn citou o ensaio de longo prazo de estimulação na Jamaica: mães treinadas para envolver lactentes viram descendência adulta com melhores resultados escolares, laborais e de saúde e ganhos cerca de um quarto superiores a um grupo de controlo, sublinhando os primeiros mil dias. Referiu igualmente défices em saúde mental e trabalho social — pouco mais de mil assistentes sociais onde são necessários cerca de três mil — e disse que grande capital relacionado com crianças passa por entidades como a JSIF, a CHASE e a NHT sem relatórios discriminados por criança.

Miller, parafraseando um/a jovem defensor/a, disse: “Queremos ver os números corresponder às palavras.” A Dr.ª Thorburn exortou os cidadãos a exigirem que os líderes eleitos e os servidores públicos prestem contas pela execução.

Sindicado de PBC Jamaica (Video) · publicado originalmente em .

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