Setor de seguros busca jovens jamaicanos enquanto a força de trabalho envelhece
O setor de seguros da Jamaica enfrenta dificuldades em substituir trabalhadores que saem por novos entrantes, criando aberturas para jovens em busca de carreira, afirma Tamarra Glaves, diretora-geral de seguros gerais do GK Financial Group.
Em entrevista televisiva, Glaves disse que o seguro tem sido há muito uma carreira acidental, e não um percurso universitário tradicional. Nos últimos cinco anos, afirmou, muitas pessoas deixaram o setor enquanto poucas entraram, porque graduados e jovens que concluem o ensino secundário raramente o consideram.
Ela observou que algumas escolas secundárias agora abordam temas como seguro de responsabilidade civil pública em Principles of Business — o filho dela, que está no quarto form, estudou recentemente a matéria —, o que ela classificou como um passo útil. Também existe formação formal através do College of Insurance and Professional Studies para quem já está no ramo ou pretende entrar, a par de outros programas, como os ligados ao Insurance Institute of Jamaica e cursos de extensão da UWI.
Glaves, que começou como assistente executiva com intenção de estudar Direito e disse à então chefe Grace Burnett que deixaria o setor, permanece há 24 anos. Afirmou que o trabalho abrange experiência do cliente, recursos humanos, finanças, risco, resseguro, ciências atuariais, sinistros, subscrição e desenvolvimento de negócios — muito mais do que vender apólices.
A percepção pública centra-se muitas vezes em telefonemas de vendas agressivos, observaram ela e o entrevistador, mas Glaves argumentou que o seguro protege meios de subsistência e ambições. Citou o exemplo de um taxista que sustenta três filhos em idade escolar e tem um acidente com culpa: a cobertura pode impedir que as poupanças para a faculdade sejam gastas em reparações ou responsabilidade civil.
O sucesso, disse ela, depende de atitude e aptidão — como as pessoas se apresentam e a sua vontade de aprender — tanto quanto de competência técnica. Descreveu o seguro como uma carreira orientada para o futuro, ligada às alterações climáticas, ao risco cibernético, à inteligência artificial e a outras inovações, e afirmou que a IA melhoraria a forma como o pessoal trabalha em vez de eliminar postos de trabalho.
A primeira licenciatura dela foi em estudos de gestão. Aconselhou estudantes a não partirem do princípio de que só a matemática é relevante: negócios, marketing, recursos humanos, atendimento ao cliente e até psicologia podem encaixar onde as pessoas queiram servir clientes. O grupo Grace Kennedy, disse ela, oferece bolsas e estágios nas suas unidades estratégicas de negócio, incluindo a GK General Insurance, a Key Insurance e a Allied Insurance Brokers, além de operações no Caribe Oriental, nas Turks and Caicos, em Antígua e noutros locais. Colocações de verão, estágios e visitas curtas de observação estão disponíveis através dos sites e canais sociais das empresas.
A própria Glaves trabalhou depois em Santa Lúcia, ajudando a reestruturar uma empresa da Grace Kennedy, e apoiou o desenvolvimento de sucursais em Antígua e São Vicente, com formação adicional no Reino Unido e nos Estados Unidos. Incentivou candidatos a emprego e pessoas em transição de carreira a pesquisar o setor, fazer perguntas e experimentar: as oportunidades são amplas, e empregadores como a GK podem desenvolver pessoas que demonstrem capacidade mesmo sem todas as qualificações formais à partida.
Sindicado de Television Jamaica (Video) · publicado originalmente em .
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