Barragem e bacia de captação em St. Thomas perto de Old Pira aparecem assinaladas como lagoa no mapa de Robertson de 1804
Um criador que documenta sítios históricos da Jamaica começou por um remendo quase geométrico nas imagens de satélite e, em seguida, percorreu, ano a ano a partir de 2006, os quadros aéreos arquivados do Google até o contorno parecer deliberadamente construído e não natural. A cartografia histórica acrescentou um enigma: no mapa de 1804 de James Robertson o mesmo terreno surge assinalado como lagoa, o que não batia com o que a imagem moderna sugeria.
Seguindo de carro pela New Pira Road em direção a Old Pira, queria mostrar aos ouvintes uma torre de moinho de vento, fortificações próximas e uma barragem muito grande cuja escala passa despercebida do automóvel. Depois de compromissos em Morant Bay seguiu orientações pela Hampton Court Road, estacionou onde a vereda era estreita demais para filmar com segurança e entrou a pé por trechos repetidos de alto muro de entulho. No local descreveu a estrutura como provavelmente a maior barragem em St. Thomas e observou que não aparece na folha de 1804 além do símbolo de “lagoa”, deixando as fontes escritas escassas.
Ao longo do talude encontrou um morador de longa data que disse ter nascido em Manchester, mas viver há muitos anos ao lado da água. O homem esboçou como a chuva das colinas ao redor alimenta uma captação semicircular que outrora abastecia a Stokes great house, com uma obra de transbordo mais acima e um canal de concreto desativado que segue em direção a uma ravina. Recordou profundidade maior que a de um coqueiro próximo, tartarugas e peixes na lagoa, enchentes que já atravessaram a estrada e uma falha grave do vertedouro nos anos 1970 que levou as autoridades a cortar a barragem para proteger a via e moradias vizinhas. Distinguiu este reservatório de outras obras hidráulicas a jusante ligadas à infraestrutura da era da banana e falou com cautela sobre histórias locais de crocodilos, dizendo que ele mesmo nunca tinha visto um ali.
O apresentador subiu depois até Stokes Great House, um complexo de plantação fortificado que a Jamaica National Heritage Trust listou como monumento nacional em 7 de abril de 2016. A interpretação no local ligou a casa a algumas das primeiras ondas de assentamento inglês na paróquia após a conquista inglesa da Jamaica em 1655, incluindo o empreendimento malogrado Stokesfield do governador Luke Stokes em dezembro de 1656 e a mudança posterior dos sobreviventes para a área Stokes, onde descendentes ergueram a moradia fortificada que se julga datar do início do século XVIII. Seteiras, alvenaria espessa e uma cave em parte conservada ilustram o desenho militar, enquanto a sinalização credita à pesquisadora Jenny Gem, em seu registro histórico da paróquia, grande parte da narrativa.
Ao caminhar pela ruína especulou que possa existir uma cela subterrânea perto da escadaria em pedra que não conseguiu explorar por completo, enfatizou a necessidade de arqueologia profissional em vez de escavações amadoras e ligou visualmente a linha de muro visível no topo do morro ao açude abaixo. Admitiu que a entrada “lagoa” no mapa possa refletir incerteza dos agrimensores quanto à autoria ou a um aterro posterior, espelhando o pouco documento formal que encontrou sobre o próprio talude.
Sindicado de Elite Jamaica (Video) · publicado originalmente em .
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