Comércio bilateral entre Guiana e Brasil atinge US$ 1 bilhão com demanda de energia e mineração
GEORGETOWN, Guyana (CMC) — O comércio entre a Guiana e o Brasil disparou nos últimos anos, abrindo novas oportunidades de investimento, expansão do setor privado e maior integração regional, afirma o Dr. Peter Ramsaroop, diretor de investimentos do Guyana Office for Investment.
Ramsaroop observou que o rápido crescimento aponta para uma parceria cada vez mais estreita entre os dois vizinhos.
A embaixadora do Brasil na Guiana, Maria Cristina de Castro Martins, indicou que o comércio bilateral saltou de cerca de US$ 58 milhões em 2020 para aproximadamente US$ 1 bilhão em 2026 — um aumento de mais de dezesseis vezes — qualificando-o como um salto importante na cooperação econômica impulsionado pela demanda nos setores de energia, mineração, infraestrutura e construção.
Segundo ela, quase todas as exportações da Guiana para o Brasil — cerca de 98% — consistem em petróleo bruto, enquanto as vendas brasileiras para a Guiana são dominadas por maquinário e equipamentos industriais destinados à construção, mineração, operações extrativas e produção de petróleo.
Ramsaroop disse que os comentários da embaixadora “refletem a expansão significativa do engajamento e da cooperação entre nossos dois países nos últimos anos, particularmente no comércio, infraestrutura, agricultura, logística e colaboração com o setor privado”.
Ele destacou uma série de grandes obras de infraestrutura que estão posicionando a Guiana como uma ponte comercial estratégica entre o Caribe e a América do Sul. Entre elas estão a rodovia reformada que liga ao norte do Brasil; instalações portuárias ampliadas, incluindo o terminal Tristar; um porto de águas profundas planejado em Berbice; maior capacidade logística; e planos governamentais para converter o aeroporto de Lethem em um portal internacional.
Esses projetos, disse ele, devem abrir ganhos no comércio, turismo, transporte, manufatura e atividade industrial.
“Estamos vendo crescente interesse de empresas em setores como agricultura em larga escala, agroindústria, logística, construção, manufatura, serviços de apoio à energia e desenvolvimento de infraestrutura. A Guiana está estrategicamente posicionada entre o Caribe e a América do Sul, criando oportunidades de expansão e integração regional”, disse ele.
Empresas locais, particularmente as de Lethem e da Região Nove, estão bem posicionadas para se beneficiar de relações mais estreitas com o Brasil por meio de fluxos econômicos mais robustos e melhor conectividade, acrescentou.
Maior capacidade portuária, corredores de transporte modernizados e vínculos mais estreitos entre os dois Estados “criarão novas oportunidades para o nosso setor privado local em transporte, logística, hospitalidade, movimentação de carga, serviços turísticos, armazenagem, varejo e agroindústria”, disse ele.
Ramsaroop também apontou que o crescente setor agrícola da Guiana está abrindo portas para joint ventures e parcerias regionais, com perspectivas de longo prazo na produção de fertilizantes e processamento industrial à medida que o país consolida sua plataforma energética e logística.
Sindicado de Jamaica Gleaner · publicado originalmente em .
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