Sykes urges ECJ to confront voter apathy with a growth mindset

O presidente do Supremo Tribunal, Bryan Sykes, está exortando a Comissão Eleitoral da Jamaica (ECJ) a ampliar suas atribuições para além da proteção da integridade do voto e a enfrentar o agravamento da apatia eleitoral no país, alertando que o desengajamento público é, por si só, uma ameaça à vida democrática.
"Coloco este desafio diante da comissão eleitoral. Não se contentem com a preservação. Comprometam-se com a evolução, porque a democracia não é estática. É um sistema vivo; e, como todos os sistemas vivos, ela precisa crescer, ou irá declinar", afirmou Sykes.
O presidente do Supremo Tribunal proferiu o discurso principal na Cerimônia de Premiação por Tempo de Serviço da ECJ, realizada na quarta-feira no Terra Nova Hotel, em St Andrew, em homenagem a funcionários que dedicaram anos à defesa do processo eleitoral.
Sykes parabenizou os homenageados e elogiou a comissão por produzir, de forma consistente, eleições justas e precisas. Disse que a capacidade da Jamaica de entregar resultados claros no dia da votação se destaca internacionalmente.
"Em muitas partes do mundo, as eleições levam dias, às vezes mais, para produzir resultados definitivos. A incerteza persiste. A especulação cresce. As tensões aumentam. Mas, na Jamaica, temos demonstrado consistentemente a capacidade de produzir resultados claros e críveis no dia da eleição", disse.
"Não se trata de uma conquista técnica, mas de uma força constitucional, que reforça a confiança pública e sustenta a estabilidade. Reafirma o Estado de Direito e tranquiliza os cidadãos de que o sistema funciona, e nos lembra que a excelência não é resultado exclusivo de nações maiores ou mais ricas. É fruto do compromisso, e vocês demonstraram esse compromisso. Mas, e este é o ponto crítico, o sucesso, se não for compreendido com cuidado, pode tornar-se seu próprio risco", advertiu.
Sykes argumentou que o momento agora exige evolução, com a ECJ assumindo um mandato que combine equidade eleitoral com novos esforços para reconquistar cidadãos desiludidos. Inspirando-se no livro Mindset, da professora Carol Dweck, disse que a comissão deve resistir à tentação de descansar sobre seus louros.
"O sucesso da comissão eleitoral conquistou algo inestimável: confiança. Mas a confiança não é permanente. Ela não se sustenta apenas pela reputação. Precisa ser mantida, renovada, fortalecida, protegida. E é aqui que a ideia de uma mentalidade de crescimento, do livro Mindset da professora [Carol] Dweck, se torna relevante", afirmou.
"Uma mentalidade fixa diz: tivemos sucesso, portanto estamos seguros. Uma mentalidade de crescimento diz: porque tivemos sucesso, devemos agora evoluir e continuar evoluindo. E a comissão eleitoral encontra-se exatamente nesse momento", acrescentou.
À medida que os jamaicanos se tornam mais conectados digitalmente e menos pacientes com burocracias pesadas, disse Sykes, a ECJ precisa apostar na tecnologia para reconquistar eleitores frustrados com os arranjos atuais.
Suas observações ocorrem em um momento em que a baixa participação domina o debate entre observadores políticos. Dados da ECJ mostram que, dos 2.077.799 eleitores registrados, apenas 39,5 por cento — 819.749 pessoas — votaram nas Eleições Gerais de 2025, uma alta marginal em relação aos 38 por cento registrados em 2020. Entre eleitores com menos de 30 anos, apenas 21 por cento foram às urnas em 2025.
"E, portanto, a pergunta diante da comissão não é mais simplesmente: 'O sistema funciona?' A pergunta é: 'O sistema está preparado para o que vem a seguir?' A resposta deve ser deliberada, ponderada e voltada para o futuro. O processo eleitoral precisa continuar a evoluir; não apenas para acompanhar, mas para liderar. Precisa explorar como a tecnologia pode ampliar o acesso, com cuidado, responsabilidade e segurança", disse.
Sykes também mencionou conferências às quais compareceu no México, onde autoridades examinaram formas de elevar a participação eleitoral. Disse que tornar o voto mais móvel — estendendo-o a casas de repouso, hospitais e prisões — merece consideração séria na Jamaica.
Embora a ECJ tenha construído a democracia local sobre bases sólidas, disse, o próximo capítulo do país depende de passos ousados para reengajar aqueles que se desligaram.
"Todos nós contribuímos para um sistema que garante que, quando um jamaicano vota, o voto é protegido, é respeitado, é significativo, é contado. E isso não é uma conquista pequena. É a arquitetura silenciosa da democracia. E a maior homenagem que podemos prestar a esse serviço não é simplesmente celebrá-lo, mas construir sobre ele", disse Sykes.
"Se o passado foi sobre garantir o voto, o futuro deve ser sobre fortalecer a participação. Se o passado foi sobre independência, o futuro deve ser sobre aprofundar o engajamento. Se o passado foi sobre superar desafios, o futuro deve ser sobre antecipá-los, e esse é o trabalho de uma mentalidade de crescimento", acrescentou.
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